
Sem celulite nem dor
Nossa expert em beleza, Genia Winitzki testa o Velashape, novo aparelho contra celulite e gordura localizada que é unanimidade entre os dermatologistas.
TENHO UMA RESISTÊNCIA absurda à dor, por isso sou a última pessoa a quem você deve perguntar se qualquer novo procedimento dói ou não. Mas, cá entre nós, acredito que até a pior “maria das dores” vai suportar o rola-puxa-esquenta do Velashape, a nova caixa de pandora para combater celulite, gordurinhas e flacidez que chegou aos consultórios brasileiros como sensação. Isso porque o aparelho israelense é o único a combinar três tecnologias: “ A radiofreqüência, que aquece em profundidade e estimula a produção de colágeno, deixando a pele firme; a sucção, para aumentar os fluxos sanguíneo e linfático, varrendo as toxinas e soltando as camadas em capitoné(típicas da celulite); e o infravermelho, que aumenta o aporte de oxigênio e ajuda a reabsorver os edemas”, conforme me explicou a dermatologista paulista Jozian Quental, semanas antes de meu test-drive.
Ansiosa para servir de cobaia e reduzir flancos e barriga, zapeei entre meus contatos para verificar a que horas de que dia o primeiro aparelho estaria em São Paulo. Entre uma ligação telefônica e outra, descobri que ainda mais alvoroçados que eu estavam os dermatologistas, ansiosos por oferecer à clientela uma arma contra a celulite que finalmente cumpre o que promete. Fui até o consultório de Luciana Lourenço, uma das que já receberam o Vela, e me senti como uma paciente de Grey´s Anatomy sendo analisada por aquela turma de residentes. Deitada, sob os olhares dos profissionais que iriam manobrar o aparelho for the fist time, acompanhei a “aula” da fisioterapeuta encarregada de treinar a equipe de Luciana e confesso que me questionei se dessa vez não havia exagerado em minha obsessão pela informação em primeira mão.
Pois é a tal fisioterapeuta quem me ensina que não se deve economizar no VelaSpray, loção usada para fazer o cabeçote do aparelho deslizar melhor na hora de sugar, prevenindo queimaduras e manchas roxas. Outro necessário cuidado pré-procedimento é exfoliar a pele para que as células mortas não funcionem como capa, atrapalhando a ação do calor nas camadas mais profundas. A pressão exata e a velocidade do movimento – nem muito lento, para não deixar hematomas, nem muito rápido, de forma a impedir que a pele atinja o ponto ideal de calor(40ºC) – também contam pontos. “ O que vale no Velashape é a mão, a técnica para manusear o cabeçote”, explica Luciana Lourenço.
Começa a operação. Sinto fisgadinhas bem leves e uma sensação de sucção combinada com massagem. Até hoje, passei por apenas uma sessão. Os resultados fantásticos que vi em fotos - mulheres com coxas e bumbum superlisos, além de barriguinha sensivelmente reduzida – são de quem passou por 12 sessões ao todo, duas vezes por semana. “Mas depois da sexta consulta já dá para perceber melhorias visíveis”, assegura Luciana. Atenção: é preciso fechar a boca durante e depois do tratamento. Como o aparelho detona a gordura dentro das células, mas não as destrói, se você abusar, vai gastar dinheiro à toa.
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